O Inter voltou a mostrar consistência e venceu o Botafogo por 3 a 0 no Beira-Rio, pela 32a rodada do Brasileirão. A vitória teve rosto tático: as escolhas de Eduardo Baptista surtiram efeito e o time teve mobilidade e segurança defensiva. Ainda no primeiro tempo o arqueiro colorado fez defesas importantes contra Medina e Tiquinho Soares, sustos que geraram aplausos e gritos da torcida no intervalo; na etapa final apareceu novamente para impedir finalização perigosa de Zyech.
No campo, nomes que vinham sendo apontados como apostas confirmaram a boa fase. Juninho aproveitou uma sobra para abrir o placar e voltou a justificar a confiança do treinador; Thiago Maia teve atuação segura, protegendo o meio e participando da construção. Aguirre chegou a ter um gol anulado, mas a movimentação coletiva do Inter manteve a pressão até ampliar o marcador, e Bernabei deixou sua marca no terceiro, com participação decisiva de ações pelo setor esquerdo.
As mudanças promovidas por Baptista deram coesão ao time: o coletivo apresentou transições mais rápidas, laterais mais envolvidos e um meio-campo que fechou os caminhos do adversário. A combinação entre intensidade na recuperação de bola e aproveitamento nas chances criadas fez a diferença num jogo em que o Inter não precisou forçar alternativas arriscadas. A defesa, além das intervenções do goleiro, mostrou disciplina nos cortes e desarmes que interromperam as principais investidas do Botafogo.
Além dos três pontos, o resultado tem efeito prático: oferece fôlego ao elenco e melhora o ambiente dentro do clube, dando ao treinador margem para trabalhar na reta final do campeonato. Para o torcedor, a exibição serve de alento — a equipe, segundo a leitura do próprio time, aparece diferente desde a mudança e recupera esperanças de permanecer na elite.