A direção do Internacional admite dificuldades concretas para fechar o novo treinador depois da saída de Paulo Pezzolano. Nomes sondados nas últimas semanas foram perdendo força: Luís Zubeldía descartou contrato curto e não demonstra interesse em voltar ao futebol brasileiro neste momento; Jair Ventura preferiu manter-se no Vitória, sem multa rescisória, e não tem intenção de deixar o clube.

Outras possibilidades também não evoluíram. Diego Aguirre tem vínculo com o Peñarol e não pretende sair; Maurício Barbieri optou por dar sequência ao trabalho no Juventude; e Rafael Lacerda, da Chapecoense, entrou na lista de consultas, mas não há confirmação de proposta. Enquanto isso, o auxiliar Pablo Fernandez comandará os treinos: a reapresentação está marcada para terça-feira, às 16h, no CT Parque Gigante, e o próximo jogo é apenas no dia 7, contra o Corinthians, no Beira-Rio.

Com 10 rodadas pela frente, o Inter procura um perfil específico: alguém que veja a missão como oportunidade e consiga mobilizar o elenco mais do que se apoiar apenas no currículo. O cenário de recusas e restrições contratuais estreita o leque de opções e aumenta a necessidade de decisões rápidas por parte da diretoria presidida por Alessandro Barcellos.

A demora na definição amplia a pressão sobre a gestão e reduz a margem de manobra do futuro treinador, que terá pouco tempo para ajustar a equipe num momento delicado na luta contra o descenso. Rafael Lacerda surge como alternativa real, mas a efetivação depende da capacidade do clube de apresentar uma proposta convincente diante de um mercado cauteloso.