O Inter voltou a tropeçar em casa: 0 a 0 com o Atlético‑MG que amplia o tabu do time no Brasileirão e marca o oitavo jogo seguido sem vitória. O placar mantém o Beira‑Rio como um terreno sem força e transforma a falta de produtividade em questão central para a temporada.
Aguirre foi o destaque individual ao evitar gols importantes — negou finalizações e saiu lesionado após choque com a trave —, mas suas intervenções não disfarçaram a incapacidade da equipe de ameaçar com consistência. Na frente, faltou presença e pontaria: chances isoladas foram resolvidas por Everson ou se perderam em decisões erradas.
Pezzolano voltou a optar por soluções que não deram dinamismo: manteve Alerrandro no banco e lançou Juninho como centroavante apenas nos minutos finais, decisão que não reverberou em mudança tática eficaz. Erros nas saídas de bola (Mercado, outros) e passes mal calibrados minaram qualquer construção ofensiva.
Entre os jogadores, houve atuação defensiva marcada pelo desgaste e laterais improvisados tentando segurar as investidas de Minda e companhia — sem sucesso absoluto. O empate reforça a pressão sobre a comissão técnica: são apenas três vitórias em 13 partidas no Beira‑Rio e um padrão de jogo que precisa de resposta imediata.