O Internacional saiu do Maião com uma derrota que aumenta o cheiro de emergência: 2 a 0 para o Mirassol, resultado que deixou o time na 17ª posição, com 32 pontos. A partida ficou marcada pela expulsão de Matheus Cunha aos 14 minutos — lance que complicou a equipe desde o início — e por um erro de Félix Torres na jogada que originou o segundo gol adversário.

Na entrevista pós-jogo, Eduardo Baptista resistiu à pressão da torcida e optou por proteger os jogadores publicamente. O treinador disse que não costuma apontar responsáveis em coletiva, anunciou que as cobranças serão internas e se colocou como responsável, apesar do pouco tempo no clube. A postura evita espetáculo para a imprensa, mas também retira um alívio imediato para a reação da arquibancada.

Do lado do vestiário, a insatisfação apareceu nas arquibancadas e em falas de jogadores que lembraram a responsabilidade histórica de vestir a camisa colorado. Na leitura do técnico, o time se reajustou após a expulsão e ainda acreditou na virada até o gol que sacramentou o placar no início do segundo tempo. Baptista garantiu que a próxima semana será a mais dedicada do ano na preparação para o confronto com o Botafogo.

O calendário não dá folga: o Inter volta a jogar no dia 24 de outubro, às 16h30, no Beira-Rio. Mais que uma recuperação de pontos, o clube precisa de respostas técnicas e de gestão do desgaste emocional para evitar que a corrente de erros e a crescente impaciência da torcida transformem um quadro de risco em crise configurada.