O Internacional demitiu Paulo Pezzolano e entrou numa corrida contra o relógio para tentar evitar o rebaixamento. Restando 10 rodadas, o clube soma 28 pontos e precisa somar 17 para alcançar uma linha de segurança estimada em 45 pontos — um aproveitamento de 56,7%, nível de times na parte de cima da tabela.
A diretoria concentrou as conversas no CT Parque Gigante, com o executivo Fabinho Soldado e o diretor técnico Abel Braga conduzindo as negociações. A ideia é ter um nome alinhado até, no máximo, quinta-feira. Até lá, o auxiliar Pablo Fernandez comandará os treinos; a reapresentação está marcada para terça-feira às 16h, e o próximo compromisso é só em 7 de julho, contra o Corinthians.
O perfil perseguido é claro: treinador que encare a situação como oportunidade de carreira e acredite no elenco atual. Nomes consultados tiveram respostas distintas: Jair Ventura se ofereceu, mas indicou intenção de cumprir contrato no Vitória; Diego Aguirre tem vínculo com o Peñarol e não sai; Maurício Barbieri prefere seguir no Juventude. Rafael Lacerda foi sondado, enquanto opções como Lisca e Dunga foram descartadas pela direção.
O prazo curto e a necessidade de mudança rápida de desempenho tornam a missão desafiadora. Se a reação não vier, as consequências esportivas e financeiras para o clube serão imediatas e exigirão reestruturação. A escolha agora terá impacto direto no futuro do time na temporada e na avaliação da gestão.