O Internacional voltou a decepcionar o torcedor no Beira-Rio ao deixar escapar uma vitória que parecia encaminhada. Carbonero abriu o placar antes dos três minutos e, apesar de chances para ampliar, o time não aproveitou. Nos acréscimos, aos 49 minutos, Vitor Bueno cobrou falta da intermediária e a bola desviou em Alerrandro, superando Matheus Cunha: 1 a 1.

O empate nos últimos instantes foi sentido como um golpe pela comissão técnica. Paulo Pezzolano evitou cenas de dramatização, mas a frustração ficou clara na entrevista: a atuação poderia ter sido coroada pela vitória, e perder dois pontos em casa trouxe uma tristeza visível. O técnico pediu reação rápida, sem esconder a decepção pelo resultado.

O ponto, ao menos, tira o Inter da zona de rebaixamento — a equipe soma agora 24 pontos e aparece em 16º lugar —, mas não apaga sinais preocupantes. A falta de eficácia na finalização, apontada várias vezes ao longo da temporada, voltou a custar caro. Além disso, a falha de concentração nos acréscimos reforça a necessidade de ajustes imediatos.

O calendário não dá folga: no próximo sábado, às 18h30, o Inter recebe o Atlético-MG no Beira-Rio. O empate com o Remo aumenta a cobrança sobre jogadores e comissão e torna obrigatório um acerto rápido, tanto na pontaria quanto na solidez defensiva, se a equipe pretende se afastar de vez da zona de risco.