O Internacional voltou a perder e mostra sinais de desorganização. No jogo contra o Santos pela 26ª rodada, o time foi superado por 3 a 2, resultado que amplia a sequência negativa: em sete dias, são três derrotas e nove gols sofridos. As escolhas de Diego Pezzolano — que trouxe de volta nomes contestados — e as falhas individuais deram o tom da atuação e reacenderam a cobrança da torcida.

Félix Torres, aposta surpresa do treinador, teve participação decisiva nos dois primeiros gols do Santos. Primeiro, um erro ao pisar na bola deixou campo para a arrancada de Gabigol; depois, o zagueiro cometeu pênalti e acabou expulso, além de falhar no lance do cabeceio de Oliva. A sequência de falhas transformou o defensor em alvo de vaias e simboliza o risco de escalar jogadores sem condição de rendimento.

O time ainda ensaiou reação: Bruno Henrique marcou de pênalti e, nos minutos finais, o Inter descontou novamente em cobrança da marca da cal. Houve também tentativas de alteração no segundo tempo — com entradas para dar mais movimentação e estabilidade —, mas nada que revertesse a superioridade santista nem a sensação de um time desfigurado taticamente.

No aspecto técnico e político, a partida complica a narrativa de ajuste rápido pretendida pela comissão técnica. Escalar nomes que vinham sendo contestados e ver o time entregar gols por erros elementares amplia o desgaste sobre Pezzolano e pressiona a direção por respostas: ajustar a formação, recuperar confiança e, sobretudo, parar de repetir falhas coletivas que vêm custando pontos e crédito institucional ao clube.