O Internacional já teria fechado acordo com Eduardo Baptista, atualmente no comando do Criciúma, para tentar escapar da briga contra o rebaixamento, mas o anúncio público foi adiado por um imbróglio de agenda: o jogo do Tigre foi remarcado e o treinador manteve-se em campo e negou propostas em entrevista coletiva.

A demissão de Paulo Pezzolano ocorreu no domingo, após a derrota para o São Paulo, e a direção do Inter fez contatos no mesmo dia para garantir o substituto. A ideia era comunicar o acerto rapidamente, mas a partida do Criciúma, transferida de segunda para terça por causa das chuvas, impediu o Inter de oficializar a contratação na reapresentação do elenco.

No confronto remarcado, o Criciúma perdeu por 2 a 0 para o Operário e Baptista sofreu vaias da torcida. Em coletiva após o jogo, o treinador negou ter recebido proposta do Colorado, informação que contrasta com apurações do mercado esportivo sobre o avanço nas negociações. Para tirar Baptista do contrato vigente até 2027 o Inter teria de pagar cerca de R$ 600 mil de multa rescisória.

Além do custo direto, a provável movimentação gerou reação negativa entre torcedores do próprio Inter nas redes sociais, com campanhas contrárias ao nome do técnico. Do lado do Criciúma, a pressão sobre Baptista aumentou: ele chegou em maio de 2025, conduziu o time ao topo no primeiro turno, mas soma apenas oito pontos nos últimos dez jogos e vê o desempenho do returno se deteriorar — o time está em sexto, com 47 pontos, um à frente do sétimo colocado.

A diretoria colorada, que tem pouco mais de duas semanas até o confronto direto com o Corinthians no Beira-Rio, precisa decidir entre acelerar a oficialização — pagando multa e enfrentando desgaste público — ou recuar e buscar alternativas. A pressa para mudar o comando técnico revela custo político e financeiro imediato e aumenta a pressão sobre uma janela de decisão já apertada.