A diretoria do Internacional decidiu manter Paulo Pezzolano no comando da equipe mesmo após a derrota por 3 a 2 para o Santos, no Beira-Rio, resultado que deixou o time ainda mais pressionado na tabela. Depois da partida, o auxiliar Esteban Conde e o executivo Fabinho Soldado falaram à imprensa e explicaram os motivos da opção por seguir com a mesma comissão técnica.

Fabinho ressaltou confiança no trabalho iniciado em janeiro e insistiu que a solução passa por uma reação em campo, não por uma troca de treinador sem garantias de efeito. Segundo o dirigente, o clube busca mobilizar elenco e estafe para obter uma resposta imediata em resultados, e que a escalação da continuidade se baseia nessa convicção e na esperança de melhora rápida.

O jogo terminou com o Inter dominado no primeiro tempo, vencido por 3 a 0 e com um jogador a menos após expulsão, e com vantagem reduzida no fim para 3 a 2. Houve tensão nas arquibancadas: parte da torcida tentou invadir a área do Beira-Rio e houve confronto com a polícia. Na tabela, o clube segue na zona de rebaixamento, com 25 pontos — três atrás do primeiro time fora do Z-4, que tem mais vitórias — e volta a campo no sábado contra a lanterna Chapecoense, na Arena Condá.

A decisão da diretoria tende a transferir à comissão técnica e ao elenco o ônus de uma resposta rápida: a vitória fora de casa contra a Chapecoense, além de moral, é apresentada como condição mínima para reduzir a pressão. Caso o resultado positivo não venha, a manutenção de Pezzolano pode se transformar em foco de desgaste político e ampliar a insatisfação da torcida, forçando a direção a rever a estratégia em curto prazo.