Em Itaquera, o Internacional perdeu por 2 a 1, mas avançou às quartas de final da Copa do Brasil. Foi uma atuação de entrega máxima dentro do limite técnico disponível: o time deixou tudo em campo, mesmo sem convencer pelo futebol apresentado — um resultado típico de mata-mata em que o saldo emocional frequentemente supera a qualidade coletiva.

A presença entre os oito melhores do torneio tem peso: o clube não alcançava as quartas há seis anos. Esse retorno ao estágio mais avançado da competição dá ao grupo um alento necessário, sobretudo porque o plantel, hoje, não inspira confiança por profundidade e opções. Ainda assim, a classificação é mérito de quem soube administrar dificuldades num cenário adverso.

O zagueiro Maripán recebeu destaque por sua participação — uma referência de experiência numa equipe que encontra poucas certezas. A autoridade defensiva em momentos decisivos foi um dos fatores que permitiram ao Inter sair de São Paulo com a vaga assegurada, mesmo diante de limitações técnicas e alternativas reduzidas no banco.

No plano prático, a passagem pela Copa funciona como um bálsamo: além do efeito moral, libera uma janela para reorganizar a campanha no Brasileirão. O objetivo dos 45 pontos para garantir a permanência na Série A segue como prioridade, e a dificuldade para atingir esse patamar permanece evidente. A Copa dá fôlego, mas não resolve a conta estrutural do time.