A derrota por 2 a 1 para o Fluminense no Maracanã acendeu a revolta do Inter e reacendeu lembranças dolorosas de 2023. Além do resultado, que complica a luta contra o rebaixamento, a partida ficou marcada por contestações à arbitragem e por um erro ofensivo que voltou a martelar a torcida colorada.
Dentro de campo, o Inter aponta dois episódios-chave: a alegada falta que não resultou em pênalti para Ronaldo e a interpretação do árbitro sobre atitudes de Renê, que recebeu um amarelo mas escapou de uma expulsão que o time considerou essencial. A cobrança do lateral na área originou o gol de empate de Hércules aos 33 do segundo tempo, e o Fluminense ainda trocou o jogador quando o rival já dava sinais de incômodo.
A virada teve componente mental. Aos 36, Alerrandro perdeu um cabeceio de frente para o gol — um erro que evocou o trauma da eliminação continental de três anos atrás — e, dois minutos depois, Cano virou o placar. No fim, já nos acréscimos, o Inter sofreu o segundo gol aos 51, em cruzamento que pegou a defesa desorganizada; o time já havia esgotado as cinco substituições e não conseguiu evitar o castigo final.
Fora de campo, reclamações públicas partiram do técnico Eduardo Baptista, do presidente Alessandro Barcellos e de jogadores, que consideram as decisões de Lucas Casagrande determinantes para o desfecho. Na perspectiva esportiva, o revés obriga o Inter a depender de combinações de resultados — a tradicional expressão 'secar' adversários se impõe — e aumenta a pressão sobre elenco e comissão técnica numa reta final onde cada ponto tem peso político e financeiro para o clube.