O Internacional voltou de São Paulo com um ponto suado: 0 a 0 com o Palmeiras, resultado que se soma ao empate diante do Flamengo e totaliza dois pontos em seis disputados contra os líderes do Brasileirão. Foi uma exibição de contenção mais do que de convicção.

A comemoração da torcida tem justificativa imediata — não perder para os primeiros é mérito —, mas não altera o retrato maior. A soma da campanha segue, nas avaliações de bastidor, 'horrorosa' e mantém o clube dentro ou próximo do Z‑4, com pouca margem para ingenuidades táticas e erros de execução.

As causas são aparentes e estruturais: há limitação técnica no elenco e escolhas de Pezzolano que nem sempre se justificam na prática — por vezes escalando Ronaldo e Juninho juntos —; Alan Patrick vive versão reduzida do que já foi; Carbonero não aparece o suficiente por dentro; e o time depende, em campo, de raros gols de Bernabei.

Esse conjunto explica por que o modelo que permitiu arrancar empates fora dificilmente servirá para vencer adversários de menor porte. O próprio material-base aponta que, com o mesmo comportamento, será difícil bater o Remo no Beira‑Rio nas próximas rodadas.

No curto prazo, o ponto em São Paulo dá algum folêgo. No médio prazo, porém, sem mudanças táticas, reforços ou recuperação de peças-chave, os empates pontuais serão paliativos — e a pressão sobre a direção e o técnico tende a crescer na luta para escapar da zona de risco.