O Internacional entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão após a derrota por 3 a 2 para o Bahia e agora enfrenta um calendário exigente. Com 25 pontos em 25 partidas, o time caiu para o 18º lugar — permaneceu fora do penúltimo por conta da derrota do Remo para o Coritiba — e vê crescer a pressão sobre elenco e comissão técnica.

A conta é simples e dura: faltam 39 pontos em disputa e o Inter precisaria somar 20 deles para atingir os 45 pontos historicamente apontados como uma margem segura contra a queda. Isso exige um aproveitamento de cerca de 51,28% nas 13 rodadas que restam, um nível de rendimento que a equipe jamais alcançou nesta edição: hoje tem 33,33% de aproveitamento e apenas cinco vitórias, sem triunfos há nove partidas e com cinco derrotas nesse período.

O melhor momento do time na competição foi na 16ª rodada, após a goleada por 4 a 1 sobre o Vasco, quando alcançou 21 pontos (43,75% de aproveitamento) — fora disso não houve sequência que inspirasse confiança. Historicamente, somente o Coritiba foi rebaixado somando 45 pontos (2009), o que reforça que 45 não é garantia, mas um alvo que, para o Inter, exige desempenho superior ao demonstrado até aqui.

A necessidade de regularidade imediata tem consequências claras: pressiona a direção a agir na preparação e na escolha de prioridades táticas, aumenta o desgaste público sobre o técnico e obriga o time a buscar resultados diante de adversários diretos. O calendário não perdoa: sem mudança de postura e aproveitamento, a luta contra a queda pode se transformar em um problema institucional com custo esportivo e financeiro considerável.