O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, comunicou à Fifa que a seleção pode interromper e abandonar partidas da Copa do Mundo caso sejam exibidas bandeiras não autorizadas ou entoados slogans contra a equipe. O aviso se refere, em especial, ao jogo contra o Egito, marcado para 27 de junho em Seattle, no mesmo período da semana do Orgulho local.

A delegação iraniana já enfrenta uma sequência de dificuldades logísticas: a base de treinos foi transferida para o México após atrasos na concessão de vistos para os Estados Unidos; três amistosos foram cancelados; e a federação reclama que a cota de ingressos destinada aos seus torcedores foi revogada. Em paralelo, a entrada dos jogadores em solo americano foi negociada com restrições temporais, exigindo autorizações em janelas estreitas.

As imagens e relatos da preparação mostram escolta reforçada no México, com veículos e segurança visível acompanhando os deslocamentos. O contexto político também pesa: as relações com os EUA permanecem tensas, entre negociações e ações militares regionais recentes, o que elevou a aposta nas decisões da Fifa e nas medidas de proteção às delegações.

Para a organização do torneio e para os anfitriões, a ameaça iraniana adiciona uma camada de incerteza operacional e simbólica. Caso se confirme uma interrupção de partida por protestos, a repercussão será tanto esportiva — com impacto no andamento do grupo — quanto diplomática, forçando a Fifa e autoridades locais a responderem sobre segurança, acesso de torcedores e liberdade de expressão nos estádios.