A seleção do Irã desembarcou em Los Angeles na véspera do jogo contra a Nova Zelândia depois de uma deslocação que expôs o impacto de restrições de vistos: a equipe precisou concentrar-se em Tijuana, no México, e embarcou poucas horas antes da coletiva na arena americana. Segundo a delegação, 11 membros do estafe não tiveram vistos aprovados, um problema que alterou logística e rotina de preparação.

Na sala de entrevistas, com jornalistas reunidos conforme o protocolo da Fifa, o técnico Amir Ghalenoei reconheceu que as mudanças de campo e a necessidade de adaptação afetaram o foco técnico. Ele agradeceu ao México pela recepção e disse que os iranianos estão acostumados a criar oportunidades a partir de dificuldades, mas admitiu que a sequência de transferências e ajustes não é neutra para o rendimento.

Ghalenoei também justificou a ausência de Sardar Azmoun na lista ao misturar motivos técnicos e políticos: apontou que, apesar de ser um dos principais jogadores, Azmoun não está com a equipe e citou o exemplo de atletas de alto nível que, por lesões ou outras circunstâncias, ficam fora de jogos — mencionando Neymar como comparação para ilustrar que ausências aconteceriam em qualquer seleção.

O tom da coletiva teve ainda um episódio de tensão: uma pergunta sobre declaração de uma autoridade iraniana — que tratava da possibilidade de a seleção deixar o campo diante de protestos — foi interrompida por um membro da Fifa. Fora das entrevistas, parte da diáspora iraniana em Los Angeles já sinalizou rejeição à equipe, o que soma pressão ao desgaste logístico e político num momento em que a concentração e o ambiente são determinantes para o desempenho dentro de campo.