O Irã saiu de campo em Seattle com a sensação de oportunidade perdida. O empate por 1 a 1 com o Egito, sacramentado depois que um gol iraniano nos acréscimos foi anulado pelo VAR por impedimento milimétrico, manteve a seleção invicta, mas tirou a chance de confirmar a vaga direta para as oitavas.
Com apenas três pontos e saldo zero, a seleção ocupa, por ora, uma das vagas provisórias entre os melhores terceiros colocados. A classificação depende agora de resultados em três grupos que ainda serão definidos: a presença de Argélia, Congo e Croácia em jogos paralelos pode rebaixar o Irã para fora das oito vagas reservadas aos terceiros.
O clima no vestiário refletiu a frustração. O lateral Rezaeian, veterano de 36 anos, deixou o campo visivelmente emocionado e pediu desculpas à torcida, dizendo que o time deu tudo em campo e que a decepção era enorme. O desabafo expôs o desgaste emocional do elenco diante de um desfecho que parecia evitável.
O contexto aumenta a sensação de infortúnio: a seleção iraniana já havia empatado com Nova Zelândia (2 a 2) e Bélgica (0 a 0) na fase de grupos e agora pode ficar fora da competição mesmo sem sofrer derrotas. Entre torcedores e dirigentes, a combinação de um tropeço decisivo, a intervenção do VAR e problemas extracampo deixou o time em posição vulnerável e sem margem para erro nas contas que virão.