A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) informou que o visto de entrada única do ponta Mehdi Torabi para os Estados Unidos expirou após a viagem à estreia da seleção contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. Torabi ficou no banco durante o empate por 2 a 2; a entidade diz ter iniciado o pedido de um novo visto para que ele possa acompanhar a equipe nas partidas seguintes.

O caso ganha contornos políticos: Torabi é conhecido por seu apoio declarado ao governo iraniano e por laços com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Em 2019, chegou a entrar em campo com uma camisa de apoio à liderança do país e participou de comícios pró-governo. Autoridades americanas classificam a IRGC como entidade terrorista, e o senador Marco Rubio afirmou que não permitiria a entrada de pessoas com ligações à força junto com a delegação.

A logística da seleção também foi afetada: a equipe deixou sua base em Tijuana, no México, para disputar as partidas de grupo em Los Angeles e Seattle, e a FFIRI reportou que 15 dirigentes, entre eles o supervisor Mahdi Mohammad Nabi, tiveram vistos negados. O técnico Amir Ghalenoei comentou que o caos nas viagens e as tensões geopolíticas 'oprimiram' os jogadores e repercutiram no desempenho contra a Nova Zelândia.

Além do impacto imediato na composição da delegação, o episódio tem custo simbólico e operacional. A necessidade de renovar vistos em meio a um ambiente diplomático sensível cria distração e risco de ausência de integrantes em jogos decisivos — a próxima partida contra a Bélgica exige que Torabi consiga o documento até sábado, segundo a Federação, para integrar a delegação na Califórnia.