A seleção do Irã viveu um dos momentos mais amargos da sua participação na Copa do Mundo: já aos 49 minutos do segundo tempo, Shoja Khalilzadeh empurrou a bola para o gol vazio e iniciou uma celebração que parecia selar a vaga histórica no mata-mata. O camisa 4 chegou a tirar a camisa e colocou óculos lançados pela torcida, mas a festa durou segundos.
O árbitro mandou revisar a jogada no VAR e anulou o gol por impedimento: nos replays, metade de uma chuteira de Khalilzadeh aparecia adiantada em relação à última linha defensiva. O lance mostrou com clareza a precisão que vigora nas checagens eletrônicas e deixou o Irã sem a vitória nos acréscimos — o jogo terminou 1 a 1 com o Egito.
O resultado coloca o Irã em terceiro lugar do grupo G, com três pontos e saldo zero. A seleção persa não está eliminada matematicamente, mas depende de ao menos um desfecho favorável entre três partidas que ocorrem simultaneamente: Croácia x Gana, Argélia x Áustria e RD Congo x Uzbequistão. Em outras palavras, a equipe passou de possível classificada a dependente de combinações externas.
É a sétima participação do Irã em Mundiais e a quarta consecutiva em que a equipe fecha a fase de grupos com a chance de avançar sem assegurá-la diretamente. Para jogadores, comissão técnica e torcida, o empate e o gol anulado significam uma espera tensa por resultados alheios — e a frustração de ver a recompensa imediata retirada por centímetros no monitor do VAR.