De volta a uma Copa do Mundo após quatro décadas, o Iraque enfrenta um adversário extra: a instabilidade no Oriente Médio. O técnico australiano Graham Arnold disse que a preparação para 2026 ainda depende dos desdobramentos do conflito iniciado em fevereiro, e que nem mesmo tem certeza de quando poderá retornar a Bagdá para acompanhar os jogadores locais.

Arnold afirmou que há "planos A, B e C": no cenário ideal fará um amistoso de despedida em Basra em maio; se isso for inviável, a delegação antecederá a fase final dos treinos na Espanha antes da viagem aos Estados Unidos. A lista final de 26 nomes precisa ser entregue à Fifa até 1º de junho, o que reduz a margem para incertezas logísticas.

Para proteger o foco do elenco, o treinador confirmou que deve repetir a prática usada na repescagem — proibir o acesso a redes sociais e isolar os atletas das notícias sobre a guerra. Arnold justificou a medida citando os efeitos do fluxo de informações, muitas vezes tendenciosas ou falsas, sobre sono e concentração dos jogadores.

A situação impõe custos práticos e esportivos: o Iraque estreia em 16 de junho em Boston contra a Noruega, enfrenta a França em 22 de junho na Filadélfia e o Senegal em 26 de junho, em Toronto. A dificuldade de acompanhar jogadores na liga local, a possibilidade de mudar bases de trabalho e o desgaste emocional podem influir na coesão do grupo e no rendimento na chave.