Cinco vezes medalhista olímpico, Isaquias Queiroz ficou distante do pódio na final do C1 1000 do Campeonato Mundial de Canoagem de Velocidade em Poznan. O baiano de 32 anos cruzou em nono e último lugar, em prova marcada por forte vento e por um desfecho apertado: o ouro foi dividido entre o tcheco Martin Fuksa e o húngaro Daniel Fejes, que registraram o mesmo tempo, e o bronze ficou com o ucraniano Zakhar Tarnovschi.
Na avaliação pós-prova, Isaquias resumiu uma temporada atípica, com cirurgia no olho e um problema no quadril que reduziram seu ritmo de preparação. Ele confirmou ter sentido a falta de ritmo durante a final, apesar de ter garantido vaga entre os nove finalistas com o segundo melhor tempo nas semifinais (4min23s65). As condições de vento e a intensidade típica de uma final também foram apontadas como fatores que complicaram a recuperação de posições na água.
O heptacampeão mundial em provas de C1 e C2 coleciona histórico de vitórias, com 14 medalhas em Mundiais e cinco pódios olímpicos — destaque nos Jogos do Rio-2016, ouro em Tóquio-2020 e prata em Paris-2024. Ainda assim, o resultado em Poznan revela uma temporada de desgaste e abre espaço para questionamentos sobre ritmo e preparação à medida que se aproximam novos compromissos internacionais.
Entre as boas notícias para o Time Brasil, o jovem baiano Gabriel Nascimento ficou a 24 centésimos do bronze no C1 200m e terminou em quarto, reforçando a emergência de uma nova geração. Isaquias volta à água neste sábado, às 9h30 (horário de Brasília), na final do C1 500m, com transmissão ao vivo no canal do Time Brasil no YouTube — prova que servirá para medir a capacidade de reação do canoísta diante das limitações enfrentadas em 2026.