Issa Diop entrou para a história do Marrocos ao empatar a partida com a Holanda aos 45 minutos do segundo tempo e forçar a decisão por pênaltis, vencida pela seleção africana por 3 a 2. O gol salvador devolveu à equipe a possibilidade de seguir no torneio e coroou uma virada emocional que começou nos acréscimos.
A trajetória de Diop tem um peso simbólico: nascido em Toulouse e formado nas categorias de base da França, o zagueiro chegou a declarar publicamente que só defenderia a seleção francesa. Sem ser convocado por Didier Deschamps, aceitou o convite do Marrocos depois que a Fifa liberou a troca em março. O tento contra a Holanda foi seu primeiro com a camisa marroquina, no sétimo jogo pelo país.
No plano de clubes, Diop passou pelo West Ham — onde José Mourinho já o qualificou como um “monstro” pela forma de dominar duelos — e hoje atua pelo Fulham. A presença física e leitura de jogo que renderam elogios no passado se provaram decisivas no momento mais tenso do confronto.
Com a vaga assegurada, o Marrocos enfrenta o Canadá nas oitavas, no sábado, às 14h (horário de Brasília), em Houston. Além do alívio pela classificação, o episódio reforça como escolhas pessoais e deletações do passado podem ser determinantes em copas, especialmente quando chegam no instante certo.