O jornal Corriere dello Sport colocou Carlo Ancelotti no centro da capa ao tratar a Seleção brasileira como uma espécie de prolongamento da Itália na Copa do Mundo de 2026. Com uma manchete que traduz a identificação do jornal com o treinador — algo como “você representa todos nós” — a publicação elevou o técnico ao status de protagonista do dia.

A reportagem descreveu Ancelotti como um “orgulho da Itália” e deixou a trajetória do Brasil em posição de destaque, acima até das notícias do futebol doméstico. Na análise do diário, a equipe que deve começar a partida contra o Marrocos reúne nomes de ataque como Vinicius Júnior, Raphinha e Matheus Cunha, sinalizando uma aposta no poder ofensivo do técnico.

A escolha editorial diz muito sobre o vácuo deixado pela ausência italiana: sem a Azzurra em campo pela terceira Copa seguida (2018, 2022 e 2026), parte da imprensa e do público parecem ter transferido expectativa para um técnico italiano que agora dirige outra seleção. No Brasil, figuras como Felipe Melo chegaram a declarar esperança de uma grande campanha da Seleção sob o comando de Ancelotti.

O gesto do Corriere evidencia um efeito simbólico mais do que esportivo: reforça o olhar internacional sobre o treinador e amplia a atenção sobre a estreia brasileira, ao mesmo tempo em que expõe a frustração italiana por ficar fora do torneio. Para Ancelotti, a recepção é elogiosa, mas também aumenta o foco sobre desempenho e resultado nas próximas partidas.