A Federação Italiana de Futebol (FIGC) sinalizou avanço nas conversas para trazer Roberto Mancini de volta ao comando da seleção. O presidente Giovanni Malagò afirmou que negociações estão em curso e que o acordo depende apenas da assinatura do treinador, medida que, se confirmada, visa estancar a crise que tomou a entidade nos últimos dias.

Mancini, 61 anos, já teve passagem pela seleção entre 2018 e 2023 e, depois, treinou a Arábia Saudita até outubro de 2024. A sua possível volta é apresentada como solução rápida para recuperar competitividade e retorno de confiança da torcida, diante do revés esportivo que deixou a Itália fora de mais um ciclo de Copa do Mundo.

A instabilidade na FIGC ficou mais evidente com a renúncia dos recém‑nomeados diretores Leonardo e Paolo Maldini, que pediram demissão 16 dias após assumirem. O desgaste aumentou após a tentativa de contratação de Andrea Pirlo: o nome gerou controvérsia relacionada a patrocínio por uma casa de apostas russa, fato que teria motivado resistência interna e externa e precipitado a saída da dupla.

Além de apontar Mancini como opção para a área técnica, a entidade discute nomes para a direção da seleção. Giorgio Chiellini é tratado como favorito, com Claudio Ranieri entre as alternativas. A FIGC enfrenta, porém, um duplo desafio: recuperar resultados em campo e restabelecer governança e credibilidade diante da mídia e dos torcedores.