O técnico Pep Guardiola foi procurado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) em um movimento que marca ambição e urgência na reconstrução da Azzurra. Segundo relatos, dirigentes viajaram a Barcelona para apresentar o projeto ao treinador, em um encontro que contou com a presença de Paolo Maldini e Leonardo.

A investida ocorre após o anúncio da saída de Guardiola do Manchester City e no contexto de profunda reformulação da seleção italiana: a equipe perdeu vaga em Copas recentes e vive um processo de repactuação da gestão técnica. Gattuso, que comandou interinamente, acertou com a Lazio após a eliminação na repescagem.

Para a FIGC, Guardiola reúne prestígio e afinidade com o futebol local — o treinador teve passagens como jogador na Itália —, mas a contratação traz desafios práticos: o técnico sinaliza início de período de descanso e a transição de um ciclo vitorioso em clube para o modelo de seleção exige prazo e paciência. Andrea Pirlo surge como alternativa apontada pela imprensa, reforçando que a federação não tem caminho definido.

Politicamente, a movimentação eleva expectativas e amplifica a pressão sobre Maldini e Leonardo: convencer um nome de alto impacto poderia acelerar a recuperação esportiva, mas também aumentará a cobrança por resultados imediatos. Se a negociação fracassar, a FIGC corre o risco de desgaste público e de ver a reconstrução emparedada por opções menos robustas.