A Itália enfrenta o momento mais delicado de sua história recente após ficar fora da terceira Copa do Mundo consecutiva (2018, 2022 e 2026). Segundo o jornal espanhol AS, a Federação Italiana de Futebol (FIGC) quer acelerar uma reformulação imediata: a ideia é fechar, nos próximos dias, a nova estrutura técnica com Paolo Maldini como diretor esportivo e Antonio Conte como treinador.

Maldini surge como prioridade para liderar a área técnica. Ídolo da Azzurra e do Milan, o ex-zagueiro pediu alguns dias para avaliar o convite, levando em conta a responsabilidade e as condições oferecidas pela federação. Caso recuse, o AS aponta alternativas como Claudio Ranieri, Alessandro Costacurta e Demetrio Albertini, nomes conhecidos na estrutura do futebol italiano.

No comando, o sonho da FIGC continua sendo Antonio Conte. A proposta é um contrato de quatro anos para tocar a reconstrução, mas a operação tromba com a questão financeira: o objetivo é montar uma forma de pagar um salário semelhante aos cerca de 4 milhões de euros por temporada que Conte já recebeu em sua passagem anterior pela seleção. A necessidade de viabilizar o custo pode limitar opções e prazos.

A estratégia revela ambição e também expõe dilemas práticos. Apontar nomes de peso ajuda a sinalizar intenção de recuperação, mas não resolve, por si só, problemas estruturais como renovação de jogadores, planejamento de base e sustentabilidade financeira. Caso a FIGC não consiga fechar as peças citadas, a ausência nas Copas poderá se estender e aprofundar o desgaste institucional da entidade e da própria seleção.