A Federação Italiana de Futebol (FIGC) admitiu ter procurado Carlo Ancelotti antes de iniciar conversas com Pep Guardiola para o posto de técnico da seleção. A declaração foi dada pelo diretor técnico Paolo Maldini, que justificou a estratégia por uma busca inicial entre os melhores treinadores do mundo, enquanto a Itália tenta recompor o projeto esportivo após a não classificação para a Copa do Mundo.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já afirmou que Ancelotti seguirá no comando da seleção brasileira, mesmo após a eliminação para a Noruega nas oitavas de final do Mundial de 2026. A reportagem do diário La Gazzetta dello Sport citou ainda demanda salarial de Guardiola — 20 milhões de euros por ano — e o desejo do técnico espanhol de passar mais tempo em Barcelona como fatores que complicaram possíveis negociações.

Maldini, nome central no redesenho técnico da Azzurra, disse à imprensa que a intenção é anunciar um treinador até o fim da semana, mas sem pressa em sacrificar a escolha. O ex-jogador Leonardo, consultor do dirigente, reforçou a necessidade de um projeto de longo prazo que aborde desde a seleção principal até as categorias de base, sinalizando que a sucessão passa por mudanças estruturais, não apenas por um nome de peso.

Além de Guardiola, a lista de alternativas inclui Antonio Conte — com passagem anterior pela seleção —, Andrea Pirlo e até a opção de retorno de Roberto Mancini. A aproximação a Ancelotti revela ambição da FIGC, mas a confirmação pública da CBF reduz as margens de manobra e pode forçar a federação italiana a optar por soluções domésticas ou por projetos de médio prazo, em vez da contratação de um treinador de alto custo e disponibilidade limitada.