A eliminação do Vitória para o Vasco por 2 a 0, nas quartas de final da Copa do Brasil, expôs um momento delicado da equipe rubro-negra. Foi a quarta derrota consecutiva, sequência que amplia a pressão sobre Jair Ventura e acende dúvidas sobre a continuidade do trabalho no clube. Em coletiva após o jogo, o treinador admitiu responsabilidade pelo resultado e evitou confirmar seu futuro, lembrando que a decisão cabe ao presidente Fábio Mota.
Ventura tentou projetar confiança ao afirmar acreditar na capacidade de recuperação do elenco, mas deixou claro que não é ele quem define se permanece no comando. Disse que nunca ‘entregou o chapéu’ e que costuma pautar suas passagens por recuperações de times, mas reconheceu que a atual sequência é ruim e que a dor da torcida é também do grupo. O tom conciliador, porém, não dissipa o desgaste acumulado após as derrotas.
No plano tático e físico, o técnico explicou que as substituições foram condicionadas por lesões e cansaço: três das cinco trocas foram forçadas por problemas físicos, e ausências como Baralhas, Martínez e Caíque reduziram alternativas. Ventura também apontou número baixo de finalizações e falhas na marcação de jogadas individuais como pontos a corrigir, sem economizar autocrítica ao afirmar que “algo deu errado” na partida decisiva.
Com a Copa do Brasil descartada, o foco imediato é o Brasileirão: o Vitória recebe o Grêmio no próximo segunda-feira, pelo encerramento da 26ª rodada, no Barradão. Além da necessidade de resposta dentro de campo, o clube terá que decidir rapidamente o custo político e esportivo de manter ou trocar o treinador, num momento em que resultados e confiança do torcedor passam a ser determinantes para a próxima fase do mandato da direção.