O domingo no Mangueirão teve dois momentos opostos para Jajá: herói aos 13 minutos, autor do gol que abriu o placar, e expulso nos acréscimos do primeiro tempo. A arbitragem, liderada por Rodrigo José Pereira de Lima, mudou a decisão após consulta ao VAR e aplicou cartão vermelho direto ao atacante do Remo por um gesto obsceno dirigido ao lateral Benavídez, do Athletico-PR.

O lance passou despercebido inicialmente, mas reclamações dos jogadores visitantes levaram o árbitro a revisar as imagens. A intervenção do VAR confirmou o ato, que pertence ao conjunto de condutas consideradas antidesportivas e que já resultaram em punições diretas em outras partidas do Campeonato Brasileiro.

Benavídez reagiu dizendo que o gesto não deveria ocorrer e ressaltou que o time já havia retomado o controle da situação antes da interrupção. A fala do lateral sublinha o ponto comum em episódios semelhantes: além do prejuízo disciplinar, o comportamento gera tensão desnecessária em um momento decisivo do jogo.

Do ponto de vista prático, a expulsão deixou o Remo em desvantagem numérica para o restante da partida e terá desdobramentos disciplinares nas próximas rodadas, caso seja mantida pela comissão de arbitragem. O episódio reforça o papel do VAR na fiscalização de atitudes dos jogadores, mas também levanta debate sobre comportamento e controle emocional dentro de campo.