A cerimônia de despedida da seleção colombiana antes do embarque para a Copa do Mundo de 2026 tornou-se alvo de atenção nas redes após a circulação de um vídeo em que James Rodríguez aparenta não atender a um pedido de foto feito por Antonella Petro, filha do presidente Gustavo Petro. A cena gerou críticas e levou a federação a se manifestar, enquanto a repercussão política e midiática tomou corpo nas horas seguintes.
O técnico Néstor Lorenzo procurou reduzir o impacto do episódio ao afirmar que o grupo precisa estar “blindado” contra questões extracampo e interpretou a polêmica como fruto de vídeos recortados e leituras equivocadas. Na versão oficial da delegação, a cerimônia foi feita com respeito: o presidente entregou bandeiras e chapéus tradicionais aos atletas em um ato protocolar que antecedeu a viagem.
Antonella Petro publicou em seguida uma mensagem de apoio à seleção, resgatando lembranças ligadas a James e chamando-o de ídolo, o que reforçou a leitura de que o episódio se transformou mais em debate público do que em conflito direto entre as partes. Ainda assim, a circulação do vídeo expôs fragilidade de imagem num momento em que o foco deveria ser exclusivamente esportivo.
Do ponto de vista prático, a polêmica representa um risco de distração em plena preparação para a estreia no grupo K — ao lado de Portugal, Uzbequistão e RD Congo —, marcada para 17 de junho, no Azteca. Para a comissão técnica, a prioridade é preservar a concentração do elenco; para a imagem do camisa 10, resta administrar um incômodo público que pode ser contido com desempenho em campo e prudência na gestão de eventos institucionais.