O Japão chega ao confronto com o Brasil embalado. A seleção asiática garantiu a vaga na próxima fase ao empat ar por 1 a 1 com a Suécia na última rodada do Grupo F e chega ao mata-mata com moral. O atacante Maeda destacou que, se a equipe conseguir reproduzir o que vem construindo, tem condições de incomodar e até vencer o adversário brasileiro.
Os números sustentam a confiança: o Japão foi líder nas Eliminatórias da Ásia e chegou ao Mundial em boa fase, com apenas três derrotas nos últimos 30 jogos entre amistosos, qualificatórias e fase de grupos. Em outubro de 2025, a própria seleção japonesa já havia levado a melhor sobre o Brasil, em um 3 a 2 que reforçou a ideia de que o confronto não será simples para os sul-americanos.
A experiência também pesa a favor dos japoneses. Yuto Nagatomo, que disputa o quinto Mundial, assumiu tom pragmático ao tratar do duelo: reconheceu Neymar como jogador de nível mundial e apontou que a atenção ao astro é necessária, mas lembrou que a preocupação deve ser com o conjunto da seleção brasileira, que ele espera ver em alto nível na competição.
Do ponto de vista tático e emocional, a crença coletiva do Japão é um componente a mais. A combinação de disciplina, sequência de resultados e confiança permite que a equipe entre em campo sem o complexo de inferioridade tradicionalmente associado a confrontos contra gigantes do futebol. Para o Brasil, isso significa enfrentar um rival que joga com liberdade e com referências recentes de sucesso.
O jogo, portanto, tem sabor de teste: para o Japão, a oportunidade de confirmar um salto de qualidade; para o Brasil, o desafio de impor favoritismo diante de um adversário que não vem apenas confiante, mas comprovadamente em boa fase. Neymar é preocupação explícita, mas longe de ser a única — e é essa amplitude que torna o duelo mais aberto do que o histórico poderia sugerir.