A um dia do confronto com o Brasil, o técnico Hajime Moriyasu tentou imprimir confiança: para o treinador, o embate das oitavas é a continuação do trabalho do time e uma oportunidade real de vitória. O jogo está marcado para as 14h (de Brasília) de segunda-feira e o Japão entra com a convicção de que pode surpreender o favorito.
O time avançou como segundo colocado do Grupo F após empates com Holanda (2 a 2) e Suécia (1 a 1) e a vitória por 4 a 0 sobre a Tunísia. Moriyasu lembrou o triunfo sobre o Brasil em amistoso no ano passado como referência de que sua seleção pode competir em alto nível, mas reconheceu que nunca venceu a seleção brasileira em Copas do Mundo — o histórico e a força do adversário mantêm o duelo em equilíbrio esperado.
Há motivos de preocupação. O ponta Kubo, uma das principais referências ofensivas, foi vetado para a partida após a lesão sofrida na estreia; ele fez apenas trabalho individual na véspera. Além disso, o calendário da Copa, que exige deslocamento entre três países, impactou a preparação: o Japão teve três dias de descanso contra quatro do Brasil, um detalhe que Moriyasu admitiu como desvantagem, mas afirmou ter tentado compensar com manejo de carga e recuperação.
Na projeção do torneio, a vaga nas quartas significa enfrentar o vencedor de Costa do Marfim e Noruega, que se enfrentam na terça. Do ponto de vista tático e motivacional, o Japão aposta em evolução coletiva e intensidade para ameaçar o favoritismo brasileiro; para o Brasil, o jogo é um teste de manutenção da identidade diante de um adversário motivado e com leitura clara do próprio crescimento.