No último amistoso antes da Copa, o Japão derrotou a Islândia por 1 a 0 em Tóquio. O lance decisivo tem caráter inédito: o gol de Koki Ogawa, de cabeça, foi marcado aos 41 minutos do segundo tempo enquanto a seleção islandesa pagava a penalidade prevista na nova regra de substituição por demora.
A norma recém-implantada exige que o jogador substituído deixe o campo em até dez segundos após a placa ser erguida; se houver atraso, o atleta que entraria precisa aguardar ao menos um minuto fora de jogo, até nova interrupção autorizada pelo árbitro. Na sequência do jogo, a Islândia preparou duas trocas, mas Kristian Hlynsson demorou a sair, e Isak Thorvaldsson teve de permanecer fora. Foi nesse intervalo que Yukinari Sugawara cruzou e Ogawa marcou o único gol.
A ocorrência expõe um ponto prático importante: a punição, embora vise acelerar as trocas e reduzir perda de tempo, passa a influenciar diretamente a dinâmica das jogadas. Equipes e comissões técnicas terão de treinar procedimentos de saída rápida; árbitros, por sua vez, enfrentam maior pressão para interpretar e aplicar a medida com consistência. Em amistosos preparatórios a margem de erro é menor — em torneios oficiais, o impacto pode ser maior e mais contestado.
Do ponto de vista das seleções, o resultado serve ao Japão como vitória de preparação, mas também como alerta sobre situações de vantagem que podem surgir por falhas de execução ou de arbitragem. Para a Islândia, fica a lição operacional e a necessidade de ajustar rotinas de substituição. A adoção da regra exige coordenação clara entre clubes, seleções e arbitragem antes da Copa, para evitar que detalhes de aplicação decidam partidas importantes.