A eliminação do Flamengo para o Estudiantes, definida nos pênaltis no Maracanã, deixou o time carioca fora da final da Libertadores e provocou reação comedida do técnico Leonardo Jardim. O treinador agradeceu o apoio da torcida e resumiu o desfecho como uma frustração profunda, apontando que, apesar do domínio territorial, a equipe não conseguiu traduzir posse em chances claras na área.

Jardim explicou as opções táticas e as substituições, destacando que Arrascaeta foi acionado como alternativa para trabalhar os espaços entrelinhas — função em que, segundo o técnico, tem mais capacidade de criar. O meia havia voltado a treinos com o grupo e entrou para tentar quebrar o bloco baixo do adversário, mas não foi suficiente para gerar superioridade efetiva na reta final do confronto.

Os pênaltis definiram a vaga: Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique não converteram as cobranças e foram defendidos por Muslera; Cetré foi o único batedor do Estudiantes a errar. Com o 4 a 2 nas penalidades, os argentinos seguem à final. Jardim também justificou a escolha dos executores, dizendo ter optado por jogadores com maior experiência, e evitou transformar a derrota em busca de explicações simplistas.

Do ponto de vista técnico, o principal recado da eliminação é nítido: o Flamengo mantém capacidade de controlar jogo — a posse chegou a beirar três quartos do tempo —, mas padece de baixa efetividade ofensiva diante de retrancas bem postadas. A derrota impõe ajuste e cobranças imediatas, com o próximo compromisso já marcado para segunda-feira, contra o Atlético-MG pelo Brasileirão.