Flamengo e Atlético-MG se enfrentam às 20h30 (de Brasília) na Arena MRV em um confronto que traz de volta a Belo Horizonte Leonardo Jardim, agora no comando do time rubro-negro. O português chegou ao Fla em situação inicialmente turbulenta, mas conseguiu resultados consistentes: em 12 jogos a frente do clube são nove vitórias, dois empates e uma derrota, estatística que dá margem para ambição na reta que antecede a pausa para a Copa do Mundo.

O reencontro tem um componente pessoal e histórico. Quando treinava o Cruzeiro, Jardim enfrentou o Atlético em quatro ocasiões: venceu os dois duelos pela Copa do Brasil e somou empates no Campeonato Brasileiro. Esses confrontos, no entanto, não foram apenas resultados — reservaram episódios intensos e reclamações que marcaram a rivalidade entre as equipes nos últimos anos.

Uma imagem que ficou foi a do retorno inicial a Belo Horizonte, quando Jardim acompanhou um clássico ainda de camarote antes de ser oficialmente apresentado no clube celeste no dia seguinte. Em outros jogos, houve provocações vindas da comissão técnica adversária e controvérsias de arbitragem — destaque para uma partida em que o árbitro Paulo César Zanovelli chegou a mostrar o cartão vermelho em quatro ocasiões, mas apenas uma expulsão foi efetivada — cenas que inflamaram a rivalidade e alimentam expectativas positivas e tensas para o confronto.

Além do valor imediato do resultado, o duelo tem efeito na corrida pelo título: o Flamengo tenta chegar ao intervalo do campeonato na liderança ou, ao menos, reduzir a distância para o Palmeiras, hoje seis pontos à frente. A saída de Jardim do Cruzeiro — anunciada por ele como questão pessoal — e sua escolha por dirigir o Flamengo geraram desconforto com o antigo clube, mas hoje são os números no campo que definem seu crédito. Em Belo Horizonte, o treinador volta a medir forças com um rival conhecido e com peso político dentro do futebol mineiro; para o Flamengo, é mais um teste de maturidade e ambição na temporada.