O Brasil teve início promissor nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar ao conquistar sete medalhas no ciclismo de estrada nesta quinta-feira. Uma das protagonistas foi Jerusa Geber, que terminou com a prata na classe B do contrarrelógio — prova definida pelo menor tempo no percurso — e contribuiu para a dobradinha brasileira, vencida por Viviane Soares.

Aos 44 anos, a acreana Jerusa Geber, vinculada ao ciclismo desde o fim de 2024, manteve a trajetória de excelência que construiu no atletismo. Tetracampeã mundial dos 100 m e bicampeã paralímpica em Paris, ela fez o contrarrelógio em 27min55s23, ficando atrás apenas da compatriota Viviane, que registrou 26min46s41.

Além de Jerusa, o país teve outros pódios: Lauro Chaman venceu a classe C5 entre os homens; Fabiana Ventura foi prata entre as mulheres; Roberto Neto faturou ouro na C2 e Eduardo Pimenta liderou a H3. No total, o Brasil disputa os jogos com 237 representantes em 13 modalidades e recursos de apoio como pilotos e guias para atletas com baixa visão.

A presença de velocistas de pista migrando para o ciclismo indica uma capacidade de adaptação que pode ser estratégica rumo a Los Angeles-2028. Mais que medalhas imediatas, o desempenho brasileiro em Valledupar reforça profundidade técnica e oferece experiência competitiva num ciclo que começa a aquecer para as próximas disputas internacionais.