Jorge Jesus e a Federação Portuguesa de Futebol abriram a possibilidade de um retorno de Cristiano Ronaldo à seleção após a saída inesperada do atacante do centro de treinos na semana passada. Ronaldo, de 41 anos, deixou o grupo depois de ter sido opção no banco na vitória sobre a Noruega e ao saber que não seria titular diante da Dinamarca; o jogador disse que explicará os motivos oportunamente.

O treinador deixou claro que a porta está aberta e que a decisão final cabe ao capitão. Jesus reiterou a necessidade de ter Ronaldo no elenco, mesmo que não atue desde o início, e afirmou que conversas podem acontecer antes da próxima convocação. O técnico, que trabalhou com o atacante no Al‑Nassr, disse esperar disponibilidade caso o jogador queira regressar.

Do lado institucional, o presidente da FPF, Pedro Proença, descreveu o episódio como um mal‑entendido a ser resolvido internamente e afirmou que Ronaldo segue nos planos por mérito esportivo. A seleção demonstrou capacidade de seguir sem o camisa 7: venceu a Dinamarca por 4 a 2 e bateu a Noruega por 2 a 1, mantendo 100% no Grupo A4 e garantindo vaga nas quartas da Liga das Nações.

Resta saber se Ronaldo estará à disposição na próxima janela, que traz jogos relevantes — Portugal recebe a Dinamarca em 14 de novembro e visita o País de Gales três dias depois — e como uma eventual reconciliação influenciará a gestão de tempo de jogo e a dinâmica do grupo. Com 146 gols em 234 partidas, o maior artilheiro da história portuguesa continua a representar peso esportivo e simbólico que a comissão técnica e a federação parecem dispostas a preservar.