O ex-lateral Joan Capdevila, campeão mundial com a Espanha em 2010, anunciou que teve a autorização eletrônica de viagem (Esta) para os Estados Unidos negada e, por isso, não poderá acompanhar a final da Copa entre Espanha e Argentina em Nova Jersey ao lado dos filhos. A Real Federação Espanhola (RFEF) havia convidado integrantes do título de 2010 para a decisão; nomes como Iker Casillas, Carles Puyol, Sérgio Ramos e Xavi já estão nos EUA.
Capdevila recorreu às redes sociais para solicitar ajuda: marcou perfis de autoridades americanas e do ex-presidente Donald Trump, além do secretário de Estado Marco Rubio e do Ministério espanhol do Esporte, sem obter resposta pública. Em mensagem reproduzida na imprensa, o ex-jogador expressou surpresa e frustração por perder um momento que queria viver com os filhos e os colegas de 2010.
Segundo o próprio Capdevila, a recusa do Esta está ligada a um amistoso disputado em Teerã, em 2016, quando atuou por um combinado de ex-jogadores da LaLiga contra um selecionado iraniano — partida que teve entre os participantes o ex-volante Marcos Senna. A regra do Departamento de Segurança Interna dos EUA torna inelegíveis ao Esta pessoas que estiveram no Irã em ou após 1º de março de 2011, independente do caráter do evento.
O episódio remete a um problema mais amplo: durante o Mundial, a delegação iraniana teve dificuldades de visto e atrasos para realizar jogos nos Estados Unidos, e a Fifa chegou a pedir mudança de sedes que não foi acatada. Para o esporte, a rigidez da política de migração americana acaba produzindo impacto direto sobre mobilidade de atletas, ex-atletas e torcedores, interferindo em convites oficiais e no convívio entre seleções e ex-jogadores.