João Fonseca, 19 anos, protagonizou uma das principais surpresas do Masters de Monte Carlo ao derrotar Matteo Berrettini por 6/3 e 6/2. A vitória não só elimina um cabeça de chave como confirma o jovem brasileiro entre os oito melhores do torneio, um feito inédito para a nova geração nacional em torneios da série Masters 1000.
O resultado encerra um jejum de 15 anos sem brasileiros nas quartas de um Masters 1000. Desde a criação da categoria, em 1990, apenas Gustavo Kuerten e Thomaz Bellucci haviam alcançado essa fase: Guga figura com 20 presenças (última em Indian Wells 2003) e Bellucci aparece com uma (Madrid 2011). Fonseca passa a integrar um grupo muito restrito na história recente do tênis brasileiro.
Nas quartas, o carioca terá pela frente Alexander Zverev, número 3 do mundo, em partida marcada para sexta-feira, 10, sem horário definido. Zverev avançou ao vencer Zizou Bergs por 2 sets a 0. Para Fonseca, o confronto é um divisor de águas: uma vitória representaria o maior triunfo de sua carreira em termos de ranking — até aqui seu resultado de maior destaque havia sido sobre Andrey Rublev, no Australian Open de 2025.
Mais do que um momento isolado, o avanço de Fonseca tem impacto simbólico e prático: abre espaço para a avaliação da nova geração brasileira em torneios de alto nível e aumenta a atenção sobre seu calendário e evolução na ATP. Resta, porém, tradução em continuidade: confirmar o salto diante de Zverev será o teste que definirá se a partida em Monte Carlo foi um lampejo ou o início de uma trajetória consistente.