João Fonseca protagonizou nesta quarta-feira uma virada que valeu mais do que uma vaga: superou Dino Prizmic depois de sair perdendo por 2 sets a 0 e venceu em 3h27 para avançar à terceira rodada de Roland Garros. Aos 19 anos, o número 30 do mundo viveu um momento emotivo na quadra, precisou se recompor e assinou sua melhor campanha em um Grand Slam até hoje.
O triunfo teve peso psicológico. Fonseca admitiu que vinha sentindo falta de confiança no seu jogo e que vinha questionando sua performance. Na entrevista após o jogo, ressaltou que a reação foi fruto de trabalho coletivo e de controle mental: manteve postura agressiva quando encontrou soluções e buscou alternativas para voltar à partida.
A vitória também funciona como resposta aos altos e baixos da temporada no saibro. Fonseca já havia mostrado potencial em duelos contra nomes do topo do ranking — como Alcaraz, Sinner e Zverev —, mas vinha de eliminações inesperadas em Roma e Madri. Com o resultado em Paris, igualou a campanha do ano passado e soma a 50ª vitória na carreira na ATP.
O próximo obstáculo é imenso: Novak Djokovic, número 4 do mundo e maior campeão de Grand Slam da história, espera pelo brasileiro na disputa por um lugar nas oitavas. Além do prestígio do confronto, um eventual triunfo teria impacto direto no ranking live de Fonseca — que pode subir caso supere o sérvio — e ampliaria a narrativa de evolução que a vitória sobre Prizmic começou a reescrever.