John, 30 anos, vive neste momento a mistura de ambição e pragmatismo típica de quem já superou altos e baixos. Campeão brasileiro e da Libertadores com o Botafogo em 2024 e com passagem recente ao futebol inglês, o goleiro lembra que a convocação por Carlo Ancelotti em duas ocasiões colocou-o no radar da seleção, mesmo sem figurar na lista final.
Uma lesão na cartilagem do joelho esquerdo interrompeu sua sequência como titular no Nottingham Forest, mas a recuperação devolveu-lhe vaga em relação no fim do Campeonato Inglês — esteve no banco na penúltima rodada contra o Manchester United. John enfatiza que nenhum espaço é concedido: a reconquista depende do trabalho diário e de retomar ritmo em um campeonato de alta intensidade.
Sobre a Premier League, o jogador destaca ganhos técnicos e de visibilidade. A exigência por participação do goleiro na saída de bola, velocidade de jogo e trabalho com os pés, na visão de John, são atributos que podem ampliar seu currículo para próximos ciclos da seleção. O reconhecimento da comissão técnica brasileira e o tratamento recebido por Ancelotti e sua equipe também reforçam sua confiança.
O plano é pragmático: torcer pelo sucesso da seleção na Copa, aproveitar a estrutura do clube e buscar sequência para estar no páreo rumo à Copa de 2030. Sem prometer atalhos, John aposta em consistência, respeito aos colegas e em transformar a experiência acumulada em mais oportunidades no futuro.