O Fluminense saiu da Vila Belmiro com uma vitória suada por 3 a 2 que alivia o momento conturbado do clube. O Santos teve mais oportunidades e abriu o placar com Gabigol ainda nos minutos iniciais, mas acabou pagando a conta pela queda de intensidade defensiva que se acentuou ao longo do jogo.
A reação tricolor começou com o golaço de Savarino, que empurrou o time de volta ao jogo e devolveu confiança ao meio-campo. O duelo ficou então mais parelho: o Fluminense passou a trocar passes no campo adversário e a explorar o lado direito, onde Guga e Hércules foram importantes para criar superioridade e penetração.
No segundo tempo, a partida teve momentos de pouca criação até a entrada decisiva de John Kennedy. O camisa 9, lançado depois do segundo gol santista, aproveitou bom cruzamento de Guga já na reta final para conferir o triunfo. Cinco minutos antes, Neymar havia perdido chance clara diante de Fábio, síntese do desperdício do Santos.
Taticamente, o Peixe sofreu com desgaste e ajustes forçados: Cuca teve ausências e improvisações, e a defesa passou a pagar pelo desgaste de jogadores como Guilherme Arana e pela pouca compactação entre linhas. Para o Fluminense, a vitória dá respiro, mas também evidencia dependência de escolhas pontuais no ataque.