O Fluminense venceu o Bolívar por 2 a 1 no Maracanã, mas a vitória teve sabor misto. John Kennedy marcou o gol que definiu o triunfo e evitou uma eliminação precoce na Libertadores, mas o resultado manteve o time em situação delicada no Grupo C.

Autor de 13 gols na temporada — sua melhor marca — o atacante deixou claro o incômodo: a produção individual não compensa a falta de pontos. Em entrevista pós-jogo, ele disse que trocaria seus gols por pontos já conquistados no torneio. Imediatamente após balançar a rede, foi substituído; segundo o próprio jogador, a saída já estava planejada e não gerou desconforto.

O Flu precisava vencer por três gols para depender apenas de si na classificação; a equipe não alcançou essa margem e agora só avança se vencer o La Guaira no Maracanã e o Bolívar tropeçar diante do Rivadavia na última rodada, marcada para o dia 27. A combinação torna o caminho para as oitavas mais tortuoso e aumenta a pressão sobre elenco e comissão técnica.

Além do alívio momentâneo, o resultado expõe falhas na capacidade de converter chances em vantagem segura. O time terá de transformar a necessidade em resposta prática no próximo jogo: é um teste de reação e eficiência, com a vaga na Libertadores mais em risco do que a torcida gostaria.