O Joinville divulgou o planejamento esportivo para a temporada com foco na Copa Santa Catarina, cujo início está marcado para este domingo, quando o clube enfrenta o Marcílio Dias no Gigantão de Avenidas, às 15h (de Brasília). A apresentação formal do elenco e a definição de objetivos foram concluídas após o retorno do presidente, que prometeu acelerar uma reestruturação organizacional enquanto o clube avança no processo de transformação em SAF.
Entre os números apresentados, a folha da comissão técnica comandada por Diego Souza — composta por ele, dois auxiliares e um preparador físico — soma aproximadamente R$ 30 mil por mês. A folha destinada aos atletas, incluindo contratos CLT, direitos de imagem e moradia, foi estimada em R$ 159 mil mensais. Considerando o atual grupo de 33 jogadores, a média simples da folha salarial por atleta fica em torno de R$ 4,8 mil, enquanto a comissão técnica tem média próxima de R$ 7,5 mil por profissional, indicador da escala modesta da estrutura financeira do clube.
O elenco apresentado reúne seis remanescentes, sete promovidos da base e 20 reforços contratados para compor o quadro que disputará competições estaduais e buscará, a partir do desempenho na Copa Santa Catarina, uma vaga em calendário nacional para 2027. A diretoria destaca como metas a regularização dos pagamentos atrasados e a utilização da competição como vitrine esportiva e administrativa para retomar receitas e calendário de participação em torneios de maior projeção.
No plano estratégico anunciado, a transição para o modelo SAF aparece vinculada à necessidade de estabilização, controle financeiro e reconstrução de receitas. A combinação entre folha enxuta e a ambição de alcançar o calendário nacional expõe o desafio imediato do clube: transformar ajustes administrativos em competitividade dentro de campo. O sucesso da proposta dependerá não só do trabalho técnico de Diego Souza, mas da capacidade da direção em concretizar receitas e dar sequência à reestruturação prometida.