Aos 31 anos, Jonatan Lucca reaparece no futebol brasileiro com status de peça importante no meio de campo do Brusque. Titular nas duas primeiras rodadas da Série C, o volante tem sido opção regular de Higo Magalhães e aparece como referência de experiência em uma equipe que precisa de equilíbrio para a disputa curta e intensa da competição.
Revelado pelo Internacional, Lucca viveu episódio atípico cedo na carreira: aos 17 anos foi negociado com a Roma por 700 mil euros, ainda sem estrear pelo profissional do Colorado. Na capital italiana teve contato diário com referências da posição — um aprendizado que o jogador mesmo reconhece como formativo — embora não tenha consolidado atuação nas principais competições do clube.
A trajetória seguinte transformou Lucca em um itinerante do futebol: passagens por Portugal e Noruega alternaram-se com longos períodos na Ásia — Índia, Malásia e Uzbekistão, onde defendeu o Pakhtakor e chegou às fases mata-mata da Liga dos Campeões da Ásia antes de ser eliminado por um adversário de peso, o Al-Hilal. As experiências em diferentes ambientes táticos ajudaram na leitura de jogo e na adaptação a estilos variados.
No Brasil, o desafio é outro: a Série C exige intensidade, resistência e regularidade em fases curtas. O início com vitória e empate dá margem para otimismo, mas não garante trajetória tranquila. A chegada de Lucca oferece ao Brusque um jogador com rodagem internacional e leitura de jogo, atributo valioso em duelos onde pequenos detalhes definem a classificação — cabe à comissão técnica transformar essa experiência em resultado e consistência ao longo do torneio.