Jorge Jesus, agora no comando de Portugal, afirmou que esteve próximo de preparar uma pré-convocação da Seleção Brasileira enquanto negociava com a CBF no início do ano passado. Segundo o treinador, ele já havia recebido indicações para montar uma lista de jogadores após a derrota do Brasil por 4 a 1 para a Argentina.
O técnico disse que a intenção era compor a pré-convocação para uma partida prevista em março, mas o calendário oficial acabou por situar a próxima janela da Fifa apenas em junho de 2025, data em que Carlo Ancelotti fez sua estreia no comando do Brasil. A diferença de prazos revela que a negociação com a CBF não avançou até um fechamento.
Questionado sobre o que faria diferente das escolhas de Ancelotti, Jesus elogiou Pedro — que foi seu atleta no Flamengo — e afirmou que mudaria apenas 'um a três' nomes, mantendo, em termos gerais, as opções do italiano. Para o português, a alteração estaria mais na forma de treinar e na leitura do jogo do que nas convocações em si.
Na prática, a declaração tem dois efeitos: confirma que a CBF tratou Jesus como opção concreta na transição técnica e reduz a expectativa de rupturas radicais em relação ao modelo de Ancelotti. Para torcedores e dirigentes, a fala reforça continuidade nas escolhas de elenco, ao mesmo tempo em que evidencia preferências pessoais do treinador por atletas com quem já trabalhou.