O português Jorge Jesus aparece como favorito para substituir Roberto Martínez no comando da seleção de Portugal após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo, informa o jornal A Bola. Segundo a publicação, Jesus deve se reunir com o presidente da Federação Portuguesa quando a delegação retornar ao país para assinar os termos do contrato e já começar a desenhar o ciclo para o Mundial de 2030, que terá Portugal entre as sedes.

Livre desde maio, quando deixou o Al Nassr após conquistar o Campeonato Saudita, Jesus recusou propostas do Fenerbahce e do Al Ahly porque, segundo a imprensa portuguesa, tinha o objetivo de trabalhar com a seleção nacional. A trajetória do treinador inclui passagens vitoriosas por Benfica e uma temporada marcante no Flamengo (2019–2020), experiência que o credencia no currículo, mas também reforça o perfil de técnico mais associado ao trabalho em clubes.

A saída de Martínez, técnico desde 2023 que conquistou a Liga das Nações em 2025, foi precipitada pela derrota por 1 a 0 para a Espanha nas oitavas. A campanha portuguesa no Mundial foi marcada por irregularidade: grande vitória sobre o Uzbequistão, empates com República Democrática do Congo e Colômbia e classificação apenas em segundo lugar no grupo. A mudança no comando técnico chega como tentativa de reorganizar o projeto a longo prazo para um torneio que terá expectativas elevadas pela condição de país-sede.

A escolha de Jorge Jesus desenha uma aposta da federação em um treinador com histórico de títulos em clubes e forte ligação ao futebol português. Resta saber como a transição do trabalho de clube para uma seleção será conduzida e se o planejamento iniciado agora terá tempo e coerência suficientes para transformar a ambição mundial em um projeto sustentável até 2030.