Jorge Jesus está próximo de ser anunciado como novo treinador da seleção portuguesa, segundo o jornal A Bola. O acordo prevê vínculo até 2030 e a expectativa da Federação Portuguesa é oficializar o nome nos próximos dias, substituindo Roberto Martínez — cujo contrato termina após a eliminação de Portugal nas oitavas da Copa do Mundo de 2026 frente à Espanha.

O montante reportado pela imprensa portuguesa aponta para um salário inferior a 4 milhões de euros brutos por ano (cerca de R$ 23,6 milhões na cotação atual). É uma redução substancial em relação aos cerca de 12 milhões de euros anuais que Jesus recebia no Al-Nassr, na Arábia Saudita, o que evidencia ajuste de prioridades financeiras da federação em comparação ao mercado de clubes do Golfo.

A Bola também lista nomes já alinhados para a comissão técnica: os auxiliares João de Deus e Fábio Jesus, o preparador físico Márcio Sampaio e os analistas Rodrigo Araújo e Gil Henriques. Com o novo vínculo, Jesus assumiria a equipe em torneios de expressão: a Eurocopa 2028 e a Copa do Mundo de 2030, esta com organização partilhada por Portugal, Espanha e Marrocos — circunstância que eleva o peso político e esportivo do projeto.

Do ponto de vista institucional, a rapidez na negociação mostra que a direção da federação quer dar resposta imediata ao vácuo deixado por Martínez e às expectativas da torcida. A diferença salarial para o período saudita tende a neutralizar críticas sobre gasto excessivo, mas levanta debate sobre ambição esportiva e planejamento a longo prazo. A avaliação final ficará atrelada aos resultados nas competições e à capacidade da nova comissão em combinar experiência com renovação.