Jorge Jesus não deixou espaço para dúvidas: "zero medo" da Noruega. A afirmação do treinador chega no dia do confronto entre as duas seleções pela Liga das Nações, marcado para este domingo, às 15h45 (de Brasília), em Oslo, e traduz a postura de quem encara o jogo como um teste precoce para consolidar um projeto ainda em fase inicial.

A cautela tem fundamento. A Noruega vive um momento expressivo: eliminou o Brasil nas oitavas da última Copa do Mundo e estreou com vitória na Liga das Nações ao bater a Dinamarca por 3 a 2. A dupla formada por Erling Haaland e Martin Ødegaard foi apontada por Jesus como um diferencial do time nórdico, que reúne jogadores com entrosamento e confiança acumulados em trabalhos mais longos.

Não vou ter medo nenhum da Noruega. Zero.

Do lado português, Jesus vai para o segundo jogo no comando e chega embalado pela vitória na estreia — ele e Zinedine Zidane foram, entre os técnicos recém-estruturados, os que triunfaram na rodada inicial. Portugal e Noruega lideram o grupo 4 com três pontos cada; os noruegueses levam vantagem no saldo de gols, o que aumenta a importância do embate para decidir a ponta da chave.

Nas entrevistas, Jesus misturou elogios e cobrança interna: reconheceu a qualidade coletiva e individual do adversário, mas destacou que Portugal também tem seus trunfos e precisa acelerar o processo de construção tática. Admitiu preferir um calendário que permitisse mais tempo de trabalho, mas recusou qualquer justificativa esportiva: o jogo é tratado como oportunidade para provar evolução e criatividade.

O resultado em Oslo tem peso prático imediato: além de definir a liderança do grupo, servirá como termômetro do trabalho de Jesus e da capacidade da seleção de encarar equipes em forma e com atacantes de alto impacto. Para o treinador, trata-se de mostrar que a mudança de comando não é apenas retórica — é exigida resposta rápida e efeito prático dentro de campo.