O Flamengo viaja para La Plata sem Jorginho para o jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores. O meio-campista foi expulso no segundo tempo da partida de volta das quartas contra o Independiente del Valle, após receber dois cartões amarelos seguidos: o primeiro por interromper um contra-ataque aos 10 minutos do segundo tempo, quando protegeu a bola e acertou o braço no rosto de Alcívar; o segundo, nove minutos depois, decretou a expulsão e automaticamente gera suspensão para a próxima partida do mata-mata.

A ausência de Jorginho complica o desenho do técnico Leonardo Jardim, que agora terá de optar entre o espanhol Saúl e o uruguaio De La Cruz como alternativas no meio. São soluções distintas que exigem ajustes táticos e podem alterar tanto o controle de bola quanto a dinâmica ofensiva do time. Em partidas decisivas fora de casa, a perda de um titular no setor central força mudanças na leitura de jogo e limitada margem de erro para substituições durante o confronto.

O problema ganha dimensão maior porque outro nome do setor segue entregue ao departamento médico: o jovem Evertton Araújo sofreu uma lesão muscular considerada grave e só tem previsão de retorno em novembro. Com Jorginho fora e Evertton afastado, a profundidade do elenco para o miolo de campo fica reduzida, pressionando a comissão técnica a recuar peças, improvisar funções ou alterar a estratégia para garantir equilíbrio entre marcação e criação.

A semifinal entre Flamengo e Estudiantes será disputada entre 14 e 22 de outubro — datas e horários serão definidos pela Conmebol — e representa um teste de adaptação para Jardim. Do outro lado da chave, Palmeiras e Fluminense fazem a outra semifinal brasileira. Sem Jorginho, o Flamengo perde um articulador no meio em um momento decisivo, e a mudança obrigatória no time pode influenciar diretamente na ambição rubro-negra de alcançar a final continental.