José Canale foi o nome do jogo na decisão entre Alemanha e Paraguai: autor do lance que definiu a classificação na disputa por pênaltis, o zagueiro consolidou uma ascensão meteórica que começou meses atrás. Ainda com apenas cinco partidas pela seleção e a primeira como titular, Canale passou de alternativa a peça decisiva em uma partida de alta pressão.
A rápida projeção do jogador tem origem recente: em 26 de fevereiro, pelo Lanús, ele marcou de cabeça no segundo tempo da prorrogação contra o Flamengo e ajudou a equipe argentina a conquistar a Recopa Sul-Americana no Maracanã. Aquela atuação foi determinante para a sua primeira convocação à seleção, e a sequência demonstrou como um momento de decisão em clube pode acelerar oportunidades internacionais.
No roteiro rumo à Copa, Canale teve participação esparsa: foi reserva na derrota por 4 a 1 para os Estados Unidos e foi acionado nos minutos finais contra Turquia e Austrália na fase de grupos. A transformação em protagonista na segunda fase, portanto, tem peso: um defensor com poucas aparições entregando desempenho decisivo em mata-mata altera a leitura sobre opções defensivas para o técnico Gustavo Alfaro.
Além do brilho individual, a trajetória de Canale expõe efeito direto de títulos internacionais na carreira de jogadores fora dos grandes centros: da consagração no Maracanã à responsabilidade em um pênalti decisivo contra a Alemanha, o zagueiro traduz ganho de confiança e coloca a Seleção do Paraguai com alternativa sólida no setor defensivo — e força Alfaro a repensar padrão de escalação para as fases finais.